Protocolo Clínico
Protocolo passo a passo para acompanhamento seguro da transfusão em cães — parâmetros, frequência de avaliação e conduta nas intercorrências.
Referência
Valores de referência e sinais de alerta para cada parâmetro durante a transfusão.
Cão: 60–160 bpm
Taquicardia ou bradicardia súbita — suspender e avaliar
Cão: 15–30 mpm
Taquipneia, dispneia ou tosse — suspeitar de TACO ou TRALI
Cão: 37,5–39,2°C
Febre ≥ 1°C acima do basal — suspender e investigar reação febril
Róseas, TPC < 2 segundos
Palidez, icterícia, hiperemia ou TPC prolongado — avaliar hemólise ou choque
Referência Rápida
Sempre iniciar lentamente e aumentar após período de observação sem reações.
| Hemocomponente | Início (15 min) | Manutenção | Tempo máx. |
|---|---|---|---|
| Sangue Total Fresco (STF) | 0,25 mL/kg/h | 5–10 mL/kg/h | 4 horas |
| Sangue Total Estocado (STE) | 0,25 mL/kg/h | 5–10 mL/kg/h | 4 horas |
| Concentrado de Hemácias (CH) | 0,25 mL/kg/h | 5–10 mL/kg/h | 4 horas |
| Plasma Fresco Congelado (PFC) | 0,25 mL/kg/h | 4–6 mL/kg/h | 2 horas |
| Crioprecipitado (CRIO) — cães | 0,25 mL/kg/h | 1–2 mL/kg/h | 30–60 min |
| Concentrado de Plaquetas (CP) — cães | 0,25 mL/kg/h | 1–2 mL/kg/h | 30–60 min |
Em cardiopatas ou pacientes com risco de sobrecarga de volume, reduzir taxa de manutenção para 1–2 mL/kg/h e monitorar com maior frequência.
Protocolo
Checklist por fase — do preparo ao acompanhamento pós-transfusional.
Intercorrências
Classificação por gravidade e protocolo de ação imediata.
Sinais e Sintomas
Conduta Imediata
Reduzir taxa de infusão pela metade. Administrar difenidramina. Monitorar por 15 min. Se melhora, retomar lentamente.
Sinais e Sintomas
Conduta Imediata
Suspender a transfusão imediatamente. Manter acesso venoso com NaCl 0,9%. Administrar difenidramina + dexametasona. Notificar médico responsável.
Sinais e Sintomas
Conduta Imediata
Suspender imediatamente. Fluidoterapia agressiva. Suporte respiratório. Protocolo de emergência. Guardar bolsa para investigação.
Este protocolo tem caráter educacional. A frequência de monitoramento e as condutas devem ser adaptadas ao estado clínico individual do paciente e ao julgamento do médico veterinário responsável. Em situações de emergência, priorize sempre a estabilização do paciente.